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	<title>MarcosTelles</title>
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	<description>reflexões sobre ead e tecnologia educacional</description>
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		<title>MarcosTelles</title>
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		<title>Lixo Digital, Amadores e Escolas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição 2048 da revista Veja divulgou pesquisa recente segundo a qual 90% dos dados em sites de grande acesso nos Estados Unidos são divulgados sem embasamento científico. 
Isso vem ao encontro da tese de Andrew Keen que, em seu livro “The Cult of the Amateur”, apresenta algumas idéias extremamente instigantes. 
A primeira delas diz que jornais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=21&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A edição 2048 da revista Veja divulgou pesquisa recente segundo a qual 90% dos dados em sites de grande acesso nos Estados Unidos são divulgados sem embasamento científico.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Isso vem ao encontro da tese de Andrew Keen que, em seu livro “The Cult of the Amateur”, apresenta algumas idéias extremamente instigantes.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A primeira delas diz que jornais e revistas têm repórteres treinados, editores experimentados, diretores e diversos procedimentos que garantem a qualidade da matéria publicada e, assim, a reputação do veículo. Na ausência desse tipo de filtros, a tarefa de avaliar a veracidade e a exatidão de uma informação na internet transforma-se numa missão impossível para comuns mortais. A simples tentativa de fazê-lo requereria volume indisponível do mais precioso de nossos recursos que é o tempo.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Ao longo da<span>  </span>mesma linha, é muito difícil manipular as informações publicadas por órgãos reputados da imprensa, ao contrário do que acontece na internet onde o anonimato permite todo o tipo de desinformação e mal informação. Qualquer pessoa pode, sem risco maior de punição, colocar um vídeo enganoso na internet ou defender seus próprios interesses num blog publicado sob nome falso.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Outros autores, a partir desses conceitos, discutem as formas de fazer com que as pessoas consigam trabalhar o oceano de informação existente [<em>information literacy</em>]; Keen segue um caminho diferente: ele acha que o que está em jogo é a própria tessitura social.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Tudo começa quando, com pressa, você aceita a primeira informação oferecida pela internet sem mesmo conhecer os critérios que levaram o Google a colocá-la no topo da lista e sem ter qualquer informação sobre sua origem. Mas não pense que você é um caso isolado; na verdade, você é um caso típico como bem o demonstram estudos feitos a respeito com base no comportamento de animais selvagens em busca de alimentos [<em>foraging</em>].</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">De fato, a dificuldade de pesquisar e comparar fontes leva muitas pessoas a tornarem habitual o procedimento acima, o que gera uma queda da qualidade do conhecimento em relação ao recurso usual a fontes confiáveis. Num círculo vicioso, isso estimula o uso da internet com o propósito de deturpar fatos e idéias. Como a internet é cada vez mais usada como fonte de informação, teremos uma sociedade cada vez mais mal informada e trabalhando com dados de qualidade duvidosa. </span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Note-se que a atividade escolar estimula isso quando leva os alunos a recorrerem mais e mais à interrnet sem prepará-lo para avaliar a qualidade do material encontrado.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Essa vitória da facilidade sobre a qualidade tem outras conseqüências. Dentro do espírito da “cauda longa”, com inúmeras pessoas publicando e postando filmes e músicas na internet, está-se criando a idéia de que “um milhão de amadores conectados produzem material de melhor qualidade do que especialistas em salas fechadas”.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Keen não é um ludita, não quer voltar no tempo e não nega o valor do atendimento a nichos mas ele é feroz na luta contra a extrapolação de conceitos para justificar<span>  </span>muita coisa perniciosa que está acontecendo.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Em especial, ele teme o agravamento de alguns efeitos que já começam a aparecer: bandas desconhecidas postam música ruim mas de apelo fácil que, por poder ser baixada sem maiores problemas, acaba competindo com a indústria musical estruturada. Esse fenômeno social, numa espiral crescente, soma-se à pirataria e altera padrões, reduz a dimensão daquela indústria e a produção de música de qualidade. O mesmo vale para jornais, revistas e livros.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Para Keen, tudo isso acaba, também, gerando uma versão moderna da postura “o que cai na rede é peixe”, agora na forma de “o que está na rede é meu”. Essa declaração explícita de louvor ao desonesto, que cria uma cultura de “copiar e colar” e de leniência face ao crime, não só tem conseqüências imediatas como, ainda, ameaça distorcer os valores morais como um todo. </span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Tenho um amigo brilhante que critica Marx por ter ele entendido tão bem o capitalismo mas não ter ficado rico. Keen não incide nesse erro e, convencido da crescente dificuldade de vender livros bons, carrega nas tintas de seus argumentos e exibe vitriólica acidez nas palestras que faz. A reação é proporcional e as críticas a ele tendem a perder a serenidade e o foco.<span>   </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Alguns críticos mais sérios, porém,<span>  </span>lembram que talento é dom escasso. Assim, a facilidade de publicação em novos espaços tem um efeito colateral perverso: a produção de uma enxurrada de material de baixa e baixíssima qualidade nem sempre identificável como tal de maneira simples. Soma-se a isso, acrescentam, o fato de que<span>  </span>nenhuma sociedade pode absorver as propostas de uma revolução; vencendo a revolução, muda a sociedade. A<span>  </span>internet veio para ficar mas temos que evitar o perigo de ver nela uma panacéia universal e temos que encará-la como aquilo que ela realmente é: um grande desafio com propostas de mudança social. A má notícia é que esses problemas vão crescer e que ajustamentos a mudanças sociais são demorados.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O que a escola pode fazer, a curto prazo, para ajudar a evitar uma grande catástrofe?<span>  </span>Pelo menos, três coisas:</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- enfatizar, de forma explícita e rígida, os princípios de respeito à moralidade e aos princípios legais [direitos e deveres],</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- reconhecer a existência de um processo de mudança permanente e adotar a postura flexível e conduzir as ações requeridas por coisas como o surgimento de novos padrões de linguagem, a diversidade de interesses e os formatos emergentes de relacionameto [inclusive entre aluno e escola] e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- trabalhar novas competências ainda pouco discutidas como é o caso da competência de armazenar informação [onde, mesmo, eu coloquei aquele arquivo que baixei ontem?].</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Sim, fácil de dizer e muito difícil de fazer. Coisa que leva os trabalhos de Hércules a parecerem brincadeira! Mas para chegar a fazer diferença é preciso começar e esses podem ser três bons primeiros passos.</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Não atrapalharia, ainda, ter em mente o que disse Alvim Toffler: “o analfabeto do século XXI não será aquele que não souber ler e escrever mas, sim, aquele que não souber aprender, desaprender e reaprender”.</span><span></span></p>
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		<title>Estilos de Aprendizagem, Geração Y e Tecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 22:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu assisto palestras com os olhos fechados; João assiste aulas picando papéis; Mário escreve tudo o que ouve; há quem estude ouvindo música e, até, vendo televisão. Cada um está usando seus sentidos de forma diferente para um mesmo objetivo: a aprendizagem. Isso é chamado de “estilos de aprendizagem”. Estudiosos identificaram dezenas de estilos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=20&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><span style="font-size:12pt;">Eu assisto palestras com os olhos fechados; João assiste aulas picando papéis; Mário escreve tudo o que ouve; há quem estude ouvindo música e, até, vendo televisão. Cada um está usando seus sentidos de forma diferente para um mesmo objetivo: a aprendizagem. Isso é chamado de “estilos de aprendizagem”. Estudiosos identificaram dezenas de estilos de aprendizagem [leia mais sobre isso no livro “Tecnologia e Aprendizagem: tópicos de integração-Vol I” que você pode baixar, ler e enviar para amigos em <a href="http://www.dynamiclab.com/"><span style="color:blue;"><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">www.dynamiclab.com</font></span></a><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">]. Mas não se preocupe se, ao preparar suas aulas, você não costuma levar em conta os estilos de aprendizagem de seus alunos: ninguém faz isso até porque não há consenso sobre como fazê-lo e sobre se é algo que deve, mesmo, ser feito. Em 2007, o governo inglês obrigou as escolas a considerarem os estilos de aprendizagem dos alunos e a presidente do prestigioso British Institute deu uma bombástica entrevista dizendo que isso não fazia o menor sentido. Na prática, pode-se pensar em 3 posturas nesse campo: a primeira sugere que cada aula contenha elementos que facilitem diferentes estilos de aprendizagem [podendo-se, até, pensar em procurar identificar os estilos dominantes em cada classe]; a segunda diz que a coisa deve ser mais global, bastando que diferentes estímulos sejam apresentados ao longo de um percurso de aprendizagem e não em cada aula; a terceira lembra que a aprendizagem formal responde por pequeníssima parcela da aprendizagem total, que a aprendizagem informal não é planejada e que, por isso, o indivíduo está sendo, permanentemente, submetido a vários tipos de estímulos sendo, pois, desnecessário preocupar-se com isso na educação formal. Assim, o que quer que você faça estará, sempre, incluído em uma dessas linhas. Se é assim, por que falar de um campo no qual a imprecisão impera? Porque estamos lidando com a Geração Y e isso está levando muita gente ao desespero. <br />
<span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><span style="font-size:12pt;">Convencionou-se chamar de Geração Y o pessoal nascido a partir de 1977 nos grandes centros ou nas cidades médias do países mais desenvolvidos. Seus membros são, hoje, consumidores informados,exigentes e críticos. Cônscios de seus direitos, independentes e auto-confiantes, eles querem ser ouvidos. Nascidos num período de afluência, não fazem do sucesso econômico um objetivo único e dão grande valor à qualidade de vida, ao meio ambiente e à responsabilidade social, o que contrabalança certos traços de egoísmo e hedonismo. Flexíveis, empreendedores e otimistas, agem voltados para resultados. Para eles, nativos digitais, a tecnologia é algo natural o que lhes permite ser interativos e “multi-taskers” [números bastante divulgados dizem que eles podem utilizar 5,4 canais simultâneos de informação contra os 1,7 canais da geração anterior].</span></font><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> <br />
</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Surge aí, uma primeira questão: estariam os alunos desse grupo pressionando os professores para utilizar mais tecnologia? A resposta parece ser um claro “não”. O aluno mais velho quer ser respeitado e quer sentir que o professor trabalha um curriculum de evidente utilidade para sua futura profissão e que se preocupa em encontrar a melhor pedagogia para ajudá-lo a aprender, com ou sem tecnologia. O professor que ministra aulas convencionais nesses padrões é muito mais considerado que o professor que lê power-points recheados de filmetes do youtube [sim, há professores que fazem isso!]. A postura do aluno é fortemente contextualizada e resulta em diferentes expectativas quanto à disponibilidade e uso da tecnologia em diferentes momentos e diferentes locais como sala de aula, espaços públicos, casa etc. Assim, a pressão do aluno não aparece como fator de mudança nessa área.</span></font><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> <br />
</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">A segunda questão surge naturalmente: teria a Geração Y um estilo de aprendizagem tão característico e tão forte que obrigaria o professor a mudar o formato de suas aulas para torná-las eficientes?<span>  </span>Como vimos acima, não cabe falar num estilo de aprendizagem da Geração Y; mais preciso seria considerar suas características comportamentais. E aí a resposta é mais complexa: é evidente que a forma tradicional de ensino está em choque com a flexibilidade e a turbulência do mundo real; por isso, o professor tem que mudar a maneira de ensinar e, mesmo não precisando usar tecnologia para isso,<span>  </span>pode beneficiar-se muito da tecnologia para tornar suas aulas interessantes e produtivas. Não se trata, pois, de uma pressão explícita do aluno em favor do uso da tecnologia mas do nascimento de uma pedagogia adequada às características psicológicas e sociológicas das gerações mais novas. </span></font><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> <br />
</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Duas coisas decorrem disso tudo: o processo de adoção da tecnologia tem que ser baseado na pedagogia e em claros e modernos requisitos de aprendizagem e o uso da tecnologia na educação não é um processo que se possa alicerçar numa simples relação de demanda e oferta estabelecida entre aluno e professor; na prática, ela exige planejamento e forte liderança no interior das instituições. De fato, para serem autônomos, os processos de mudança precisam nascer de forte insatisfação com o statu quo vigente e, positivamente, isso ainda não aconteceu nesse campo.</span></font><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> <br />
</font></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font face="Trebuchet MS,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">1/4/08</font> </span></span></font></span></font></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/marcostelles.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/marcostelles.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcostelles.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcostelles.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcostelles.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcostelles.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcostelles.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcostelles.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcostelles.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcostelles.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcostelles.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcostelles.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=20&subd=marcostelles&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Learning Objects: porque não deram certo</title>
		<link>http://marcostelles.wordpress.com/2007/08/08/learning-objects-porque-nao-deram-certo/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Aug 2007 12:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Na postagem anterior, falei de um estudo da União Européia que mostra que, na prática, a idéia de learning-objects não funciona. Nesta postagem, vamos ver que essa não é uma constatação isolada.
Na literatura corrente, uma das definições mais citadas é aquela do IEEE segundo a qual learning-object é qualquer entidade, digital ou não-digital, que possa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=19&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Na postagem anterior, falei de um estudo da União Européia que mostra que, na prática, a idéia de learning-objects não funciona. Nesta postagem, vamos ver que essa não é uma constatação isolada.</p>
<p>Na literatura corrente, uma das definições mais citadas é aquela do IEEE segundo a qual learning-object é qualquer entidade, digital ou não-digital, que possa ser usada, reusada ou referenciada num processo de aprendizagem com apoio de tecnologia [inclusive pessoas, organizações e eventos]. Nessa linha, learning-object  seria outra palavra para &#8220;tudo&#8221;, já que tudo pode ser usado, reusado ou referenciado num processo de aprendizagem. Um repositório de learning-objects seria um imenso depósito ou lista de tudo, abrangendo o conteúdo de bibliotecas, hemerotecas, discotecas, filmotecas, mapotecas, power-points, simuladores, fotos, músicas,  ilustrações em flash, pessoas e tudo mais que alguém conseguisse ligar a um processo de aprendizagem.</p>
<p>O problema de localizar um objeto específico num desses depósitos deu origem à busca de um sistema de padronização que permitisse isso. Face às dimensão da proposta &#8211; catalogar tudo &#8211; não é surpresa que isso não tenha sido conseguido. O sistema SCORM, o mais  citado, foi desenvolvido, a pedido do Departmento de Defesa Americano, para cursos de auto-aprendizagem e, segundo seus próprios formuladores, não se aplica às necessidades nem do ensino fundamental, nem do ensino médio, nem do ensino universitário.</p>
<p>A evidente inadequação da definição levou ao  surgimento de uma restrição:  learning-object seria qualquer &#8211; recurso digital &#8211; que pudesse ser usado para facilitar a aprendizagem. Com isso, &#8220;tudo&#8221; passou a ser tudo que for &#8220;digital&#8221;  o que, considerando apenas o conteúdo da internet,  continua a dar à definição uma abrangência incomensurável.</p>
<p>Nova tentativa restringiu a definição a pequenas unidades de aprendizagem, reutilizáveis e agregáveis o que não ajudou muito pois, por exemplo,  livros e mapas são e sempre foram reutilizáveis e os há grandes e pequenos. Na verdade, isso piorou as coisas pois o &#8220;agregáveis&#8221; levou à metáfora do LEGO: o professor poderia buscar, num repositório, learning-objects que fossem compatíveis e, com eles, compor  um curso. Vamos supor que isso fosse possível e  que alguém quisesse organizar o material de um pequeno curso com 5 módulos sucessivos; imaginemos que essa pessoa  localizasse, para cada módulo, apenas 4 itens compatíveis em termos de pedagogia, tamanho, profundidade, notação etc. etc. Pois bem, mesmo um resultado tão pobre  deixaria a pessoa com 1024 possibilidades de combinar esses itens, o que não apresentaria nenhum valor prático.</p>
<p>Felizmente, um educador não faria isso por saber que não é assim que um curso é planejado; há requisitos importantes impostos por objetivos de aprendizagem e por linha pedagógica, entre outros. A contextualização, por exemplo, é fundamental e nehum sistema de padronização conseguiria incluir todos os contextos em que um mesmo learning-object pode ser usado. Será que alguém imagina um mundo no qual o professor passaria a ser um autor de learning-objects e o computador faria o resto?</p>
<p>A literatura disponível mostra que o learning-object é uma definição imprecisa, com falhas conceituais e  cujo sucesso depende de um sistema de padronização inatingível. Apesar disso, incríveis somas estão sendo gastas na produção de diferentes itens chamados learning- objects; o curioso é que essa oferta não encontra uma demanda de contrapartida.  Certamente você não conhece alguém que já tenha montado um curso juntando learning-objects e, certamente, você não encontrará. na internet depoimentos sólidos de alguém que o tenha feito [você localizará declarações  conceituais sobre learning-objects e sua padronização mas nada sobre exemplos reais que comprovem o valor prático do uso de learning-objects como elementos agregáveis].</p>
<p>Fica, pois, claro que a idéia de learning-object, em suas várais versões, é desmedidamente ambiciosa e, por isso, irrealizável.</p>
<p>A prática mostra o sucesso de algo muito mais simples: a produção de conteúdos digitais de qualidade que possam ser utilizados, individualmente, de maneira  compatível com práticas pedagógicas correntes. É isso que estamos usando e vamos continuar a usar por muito tempo.</p>
<p>Por que não chamar um simulador de simulador, um power-point de power-point e uma ilustração em flash de ilustração em flash? Esses conteúdos digitais oferecem excelentes possibilidades educacionais não por serem agregáveis mas, bem ao contrário, por serem utilizáveis isoladamente e contextualizáveis no quadro da  visão pedagógica do professor, o que agrega valor a processos dinâmicos de aprendizagem.</p>
<p>Nesta altura, a pergunta final fica óbvia: para que complicar as coisas e usar uma expressão genérica que ninguém sabe bem o que significa e que não soma nada ao campo educacional?</p>
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		<title>Learning Objects: o fim de um sonho!</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jul 2007 01:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Procure objetos de aprendizagem sendo efetivamente usados; você encontrará uns poucos casos em grandes instituições que incluiram os objetos entre seus material didático, para uso de seus professores e em percursos de aprendizagem definidos pela instituição [o que pode fazer sentido para a instituição mas nada tem a ver com o conceito original de learning [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=18&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Procure objetos de aprendizagem sendo efetivamente usados; você encontrará uns poucos casos em grandes instituições que incluiram os objetos entre seus material didático, para uso de seus professores e em percursos de aprendizagem definidos pela instituição [o que pode fazer sentido para a instituição mas nada tem a ver com o conceito original de learning objects]. Nem tente achar professores de uma institução utilizando objetos de aprendizagem produzidos por outra. De fato, não há qualquer evidência de que os learning objects tenham correspondido às expectativas criadas em torno deles; essa constatação internacional não é nova, em que pesem as tentativas de ampliar de tal forma a definição que tudo passe a ser um objeto de aprendizagem&#8230;</span></font></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Na Educause Review, vol. 40, número 4 (Julho/Agosto 2005), Susan E. Metros lembrava que essa frustração de esperanças deveu-se, entre outros, à pouca tradição de compartilhamento e reutilização de materiais, ao alto custo de desenvolvimento de objetos de aprendizagem de qualidade, ao tempo requerido para esse desenvolvimento, à falta de padrões amplamente aceitos e à ausência de provas de que os learning objects melhorassem, efetivamente, a aprendizagem.</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Mas essa não é uma opinião isolada: o relatório do projeto OLCOS &#8211; Open e-Learning Content Observatory Services, desenvolvido com fundos da Comunidade Européia e publicado em janeiro de 2006, aprofunda idéias na mesma linha.</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Depois de lembrar a metáfora “lego” usada por Wayne Hodgins, tão conhecido dos freqüentadores do e-Learning Brasil, o estudo localiza um pecado original do conceito: tudo foi feito sem que os usuários finais fossem ouvidos sobre suas necessidades e preocupações. </span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Mais grave porém é o paradoxo apontado por Baumgartner no relatório: “para que o conteúdo de um objeto de aprendizagem possa ser re-utilizado em larga escala, ele precisa ser independente de contexto mas a contextualização é a essência do processo de aprendizagem e da arte de ensinar usando diferentes modelos pedagógicos e diferentes linhas didáticas que atendam os, também, diferentes requisitos dos aprendedores”.</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Falando do Scorm, o relatório afirma que “os benefícios da padronização foram obtidos com o sacrifício da flexibilidade pedagógica” já que “não são aplicáveis a processos de aprendizagem mais complexos”.</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Importante, aí, é notar que a presente tendência de se trabalhar com conteúdos mais curtos nada tem a ver com o conceito de objetos de aprendizagem. Isso, aliás, fica claro quando se observa o cuidado que os criadores de cursos ou informações curtos e específicos têm de cunhar novos nomes para seus produtos como “objetos de conhecimento” ou “pílulas de conhecimento”.</span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"> </span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"><font size="3"><span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span><span style="font-family:'Arial','sans-serif';">Pode-se falar em frustração, decepção ou ocaso mas a realidade é clara: a prova de conceito não comprovou a pretendida universalidade da idéia.<br />
<em><strong>fim</strong></em></span></font></span></span></p>
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		<title>Tecnologia e Ambientes de Aprendizagem</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 14:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A tecnologia digital torna o “conhecimento distribuído” um conceito central para o desenho de ambientes de aprendizagem. Até há pouco, prevalecia o conceito de que o “conhecimento” de uma pessoa estava todo em sua  cabeça; em alguns casos, uma pequena parcela poderia estar em seus livros e arquivos. Hoje, fica claro que grande parte do “conhecimento” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=17&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-family:Arial;">A tecnologia digital torna o “conhecimento distribuído” um conceito central para o desenho de ambientes de aprendizagem.</span><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-family:Arial;">Até há pouco, prevalecia o conceito de que o “conhecimento” de uma pessoa estava todo em sua<span>  </span>cabeça; em alguns casos, uma pequena parcela poderia estar em seus livros e arquivos. Hoje, fica claro que grande parte do “conhecimento” de um indivíduo está depositada em “artefatos de conhecimento” [bancos de dados, material na internet, fontes de referência, livros etc.] e na cabeça de outras pessoas [sua rede de relações]; quando necessário, a pessoa acessa esses artefatos e essa rede para poder utilizar o conhecimento de que precisa.</span><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-family:Arial;">Assim, a “unidade de conhecimento” a ser considerada não é a pessoa isolada mas, sim, a pessoa mais seus artefatos, sua rede de relações e suas ferramentas.<br />
Nesse quadro, o ambiente de aprendizagem adquire as características de uma “ecologia” na qual as pessoas, através de suas relações com outras pessoas e com seus “artefatos de conhecimento”, podem valorizar seus “pontos fortes”, minimizar seus “pontos fracos” e, assim, criar seus “nichos” específicos.</span><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-family:Arial;">A eficiência desses processos, mais e mais, depende do conjunto de “ferramentas” que a pessoa utiliza. Essas “ferramentas”, na sua grande maioria criadas com modernas tecnologias, definem o grau e a forma de interação da pessoa com os recursos do ambiente; aumentar a eficiência dessa interação é uma função maior do projeto de um ambiente de aprendizagem.</span><span style="font-family:Arial;"> <br />
</span><span style="font-family:Arial;">Isso pode ser feito com intervenções em, pelo menos, 3 áreas específicas: criação de novas ferramentas, criação de “nichos” individuais e aprimoramento do uso das ferramentas. </span><span style="font-family:Arial;"> <br />
</span><span style="font-family:Arial;">A criação de novas ferramentas foi, até hoje, o campo de profissionais altamente especializados e totalmente focados nessa tarefa. Agora, com as comunidades open source, surgem novos horizontes pois, com um esforço muito menor e o apoio de comunidades, é possível participar do desenvolvimento de uma ferramenta de alto nível e adequada a necessidades específicas. Se alguém, por exemplo, precisa de um LMS com características especiais, ao invés de começar do zero e reinventar parte da roda, talvez seja mais fácil pegar uma roda já existente, como o Moodle, e acrescentar as funcionalidades desejadas que serão continuadamente aprimoradas pela comunidade criada em torno da ferramenta; mais e mais exemplos disso estão aparecendo e apresentando resultados impressionantes.</span><span style="font-family:Arial;"> <br />
</span><span style="font-family:Arial;">A criação dos “nichos” pessoais deve ser facilitada. Um ambiente de aprendizagem eficiente estimula as pessoas a localizarem as ferramentas que podem ajudar na solução de um certo problema, a desenvolverem a capacidade de analisar essas ferramentas e a terem acesso a elas bem como propicia o contato com pessoas a serem incluídas nas redes individuais de relações. Destacam-se, aí, as atividades de difusão da inovação e as ferramentas de trabalho cooperativo e colaborativo [groupware, suporte a comunidades de prática etc.].</span><span style="font-family:Arial;"> <br />
</span><span style="font-family:Arial;">Para que as ferramentas possam ser cada vez mais bem usadas, o ambiente deve favorecer esse tipo de aprimoramento ao longo de 3 linhas: o uso funcional, a transferência de conhecimento e a análise de resultados [que inclui tanto a percepção do valor dos resultados quanto a confiabilidade da ferramenta].</span><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-family:Arial;">É comum o sentimento de se estar usando apenas uma pequena parte das funcionalidades oferecidas por ferramentas como Word e Excel; a coisa fica mais séria quando estamos usando o Acrobat e mais séria, ainda, quando utilizamos uma plataforma de ensino. Embora conhecida e reconhecida, a tendência à acomodação é uma realidade à qual nos sujeitamos com freqüência, com conseqüências mais ou menos explícitas. Assim, é importante que o ambiente de aprendizagem ofereça condições para uma aprendizagem continuada em diversos graus de aprofundamento e que isso seja valorizado.</span><span style="font-family:Arial;"> <br />
</span><span style="font-family:Arial;">Transferência de conhecimento, aqui, é entendida como o uso, em contexto diferente, de algo aprendido em um certo contexto específico.<span>  </span>Para que isso ocorra, a prontidão para o novo deve ser estimulada, o insight deve ser respeitado e a criatividade deve ter sua importância claramente reconhecida. Note-se que isso tudo compõe uma bem definida atitude face à experimentação e aos limites entre segurança e desenvolvimento<br />
Por fim, o ambiente deve estimular a aplicação do espírito inquisitivo, da experiência e da lógica para a análise dos resultados do uso da ferramenta, de sua adequação a diferentes situações e da conseqüente confiabilidade que ela apresenta.<br />
Um ambiente com essas características não só desenvolve a habilidade de detectar, criar e administrar recursos do ambiente como se enquadra perfeitamente na visão da aprendizagem como “o desenvolvimento da competência de selecionar, integrar e avaliar teorias e opiniões” em oposição à visão de aprendizagem como “aquisição e manipulação de informações” [como diz Guy Claxton no instigante livro WiseUp -The Challenge of Lifelong Learning, editado em 1999,<span>  </span>em New York,<span>  </span>pela Bloomsbury Publishing].</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/marcostelles.wordpress.com/17/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/marcostelles.wordpress.com/17/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcostelles.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcostelles.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcostelles.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcostelles.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcostelles.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcostelles.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcostelles.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcostelles.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcostelles.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcostelles.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=17&subd=marcostelles&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Qualidade de Ensino&#8221;: isso existe?</title>
		<link>http://marcostelles.wordpress.com/2006/09/14/qualidade-de-ensino-isso-existe/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Sep 2006 01:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A expressão “qualidade de ensino” é usada com tantas acepções diferentes que, na prática, ela deixou de ter qualquer significado; nas reuniões sobre o assunto, essa falta de clareza conceitual cria uma incontrolável babel.
No setor industrial, fala-se em “qualidade de conformidade”. Uma indústria encomenda a outra uma peça com claras especificações. Um eixo de um dado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=8&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A expressão “qualidade de ensino” é usada com tantas acepções diferentes que, na prática, ela deixou de ter qualquer significado; nas reuniões sobre o assunto, essa falta de clareza conceitual cria uma incontrolável babel.<br />
No setor industrial, fala-se em “qualidade de conformidade”. Uma indústria encomenda a outra uma peça com claras especificações. Um eixo de um dado tipo de aço deve ter um certo diâmetro que pode apresentar pequena variação dimensional; se for mais fino, ele quebra e, se for mais grosso, não cabe no furo ao qual se destina. Peças em conformidade com as especificações são aceitas, peças fora das especificações são rejeitadas e a forma de verificar isso é bem definida.<br />
Existe, também, a “qualidade de projeto”. Tanto um Fusca quanto uma Bentley transportam pessoas mas a sofisticação de detalhes da Bentley leva as pessoas a dizerem que a Bentley tem “qualidade superior” ao Fusca. Pode-se, sempre, ter um Fusca fabricado em conformidade com suas especificações e uma Bentley fora das especificações, apresentando defeitos de fabricação.<br />
O comprador tem necessidades, expectativas e disponibilidade de recursos (maior ou menor) que influirão em sua decisão de compra. e sua postura é abrangente: ele adquire um pacote formado por características técnicas, preço, assistência técnica e emoções (coisas como “cheiro de novo”, status e senso de possuir um carro novo e não um usado).<br />
Na área de serviços a coisa é mais complicada. Por exemplo, é muito difícil para uma pessoa saber se os médicos de um convênio são melhores que aqueles de outro convênio; a escolha acaba sendo feita em função de fatores como preço, cobertura e facilidade na marcação de consultas. De forma geral, o julgamento do consumidor final sobre a qualidade de um produto ou serviço está relacionada com a “experiência total” vivida o que, muitas vezes, depende mais de detalhes do que da essência. Em nome da proteção a esse consumidor, em áreas específicas como Medicina, Engenharia, Direito e outras, entidades setoriais procuram garantir que o profissional tenha qualificações mínimas para o exercício da profissão.<br />
A transposição desses modelos para o ensino apresenta problemas ciclópicos, a começar pela identificação do consumidor final já que o aluno, a família, o setor profissional e a sociedade podem ter expectativas diferentes sobre “qualidade de ensino”. Dois exemplos marcantes são aquele da Austrália, onde o número de disciplinas no curso fundamental &#8211; ao contrário do que acontece no Brasil &#8211; é muito pequeno, e aquele dos Estados Unidos, onde as famílias digladiam-se para evitar ou permitir o ensino do evolucionismo. Ainda como exemplo, a definição de especificações de qualidade num país que sente a ação onipresente do Governo leva ao justificado de temor de que regulamentações oficiais sejam descoladas da realidade, incluindo a exigência de bibliotecas físicas para cursos a distância.<br />
A “grande questão” resume-se a quatro pontos &#8211; que qualidade, para que, porque e como &#8211; que só fazem sentido quando contextualizados respeitando a diversidade. Não há, aí, espaço para generalidades. De que adianta dizer “a qualidade de ensino está baixa” se isso, em tais termos, nada significa para o interlocutor? Há diferentes necessidades a serem atendidas de formas diferentes, com distintos conceitos de qualidade cuja medida nem sempre é viável. Falar em qualidade sem esclarecer que tipo de qualidade e para que serve medi-la é perder tempo e gerar soluções em busca de problemas aos quais se apliquem. Sem dúvida, o primeiro passo é definir claramente o problema antes de propor soluções genéricas.<br />
Questão complementar é aquela da “melhoria da qualidade”que seria mais bem definida como “melhoria do desempenho” e que é objeto de normas internacionais (ISO e outras). Essas normas não asseguram uma qualidade final do produto segundo especificações prévias; elas apenas garantem que a empresa ou instituição segue normas de administração de processos para que seu desempenho seja cada vez melhor.<br />
Face a isso tudo, o que propomos aqui é muito simples: na próxima vez que você for falar em “qualidade de ensino”, experimente definir claramente seus termos, soluções e propostas e veja com isso é difícil; talvez, até, você resolva adiar sua fala em busca de mais coerência e mais rigor lógico. E toda vez que alguém falar de “qualidade de ensino”, peça para ela definir exatamente o que quer dizer. Essa serão duas imensas contribuições para trazer a discussão a um terreno fértil.</p>
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		<title>A Melhor Tecnologia e o Conteúdo Errado</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Aug 2006 20:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No FIT Educ 2006, Miguel Nussbaum, professor da PUC-Chile e parceiro da Fundação Bradesco, falou da importância do papel destinado ao telefone celular na educação fundamental e média; para ele, o diferencial estará no fato de que, no futuro muito próximo, alunos e professores virão para a escola com pleno domínio do uso da tecnologia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=7&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font size="3"><font face="Times New Roman">No FIT Educ 2006, Miguel Nussbaum, professor da PUC-Chile e parceiro da Fundação Bradesco, falou da importância do papel destinado ao telefone celular na educação fundamental e média; para ele, o diferencial estará no fato de que, no futuro muito próximo, alunos e professores virão para a escola com pleno domínio do uso da tecnologia, ao contrário do que ainda acontece com computadores e PDAs. Ao discutir o lado do conteúdo, Nussbaum lembrou enfaticamente que, mesmo com todo o discurso sobre construtivismo, os alunos ainda são forçados a decorar um volume enorme de informações inúteis.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Pedi a alguns jovens que tentassem lembrar de coisas aprendidas na escola fundamental e média que eles considerassem, hoje, absolutamente dispensáveis. A Botânica foi a mais lembrada. Afinal, você poderia ter uma nota baixa se não soubesse a diferença entre uma mono e uma dicotiledônia e, até, ser reprovado se não conseguisse explicar o que são xilemas e floemas; memórias estimuladas foram acrescentando coisas como angiospermas e gimnospermas e criptógomas e fanerógamas. A Física forneceu pérolas abundantes como a regra da mão direita do eletro-magnetismo e as misturas eutéticas e azeotrópicas além da  obrigação de decorar as fórmulas da mecânica e várias colunas da tabela periódica dos elementos. Na História, as más lembranças vinham da ênfase em datas que, não raro, mascaravam um desejável foco na cronologia dos fatos e suas inter-relações. A Matemática não ficou de fora, tendo como jóia da coroa a extração de raiz cúbica sem calculadora.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Seria cômico se não fosse trágico. A melhor pedagogia e a mais moderna tecnologia estão sendo utilizados para ensinar um conteúdo inadequado, é o que afirma o documento “A State Leaders Action Guide to 21st Century Skills &#8211; A new vision for education”.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Recém divulgado pela  “<a href="http://www.21stcenturyskills.org">Partnership for the 21st Century Skills</a>”, ele defende a idéia de que existe uma profunda distância entre o conhecimento e as habilidades que os alunos adquirem na escola de hoje e aquilo que eles vão precisar na sua vida comunitária e profissional no correr do século XXI.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Alinhar o que é ensinado com os requisitos de sucesso neste século exigiria dar ênfase ao desenvolvimento de habilidades como:</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- capacidade de comunicação oral, escrita e multimídia:  criação de informação em diversas mídias, capacidade de  avaliar e relacionar a informação recebida, domínio pleno do próprio idioma, conhecimento de outros idiomas etc.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- raciocínio e solução de problemas: análise crítica, pensamento sistêmico, relacionamento de sistemas, identificação de problemas, formulação de soluções, criatividade e curiosidade intelectual, identificação das próprias necessidades de conhecimento e aprimoramento de habilidades, capacidade de transferência de conhecimento, capacidade de aprender com os outros e trabalhar em equipe, aprender a aprender etc.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- capacidade de atuar na economia entendendo os papéis na economia e as funções econômicas, situando-se no quadro econômico, preparando-se para o exercício de seu papel, fazendo escolhas econômicas pessoais bem fundamentadas etc.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- desenvolvimento de uma visão global que leve à  identificação de relações entre causas, à tolerância com idéias opostas e à compreensão da cooperação de amplo alcance etc.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- exercício da cidadania em termos de compreensão dos direitos dos cidadão e das obrigações do Estado nos vários níveis de governo bem como da análise da repercussão das decisões governamentais etc.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Para obter isso, a Partnership segue 2 linhas de ação:</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- sendo formada por empresas do porte de Adobe, Apple, Cisco, Ford, Dell, Intel, McGraw-Hill, Microsoft, Oracle, Pearsons, Texas e outras, ela atua na conscientização de educadores, empresários e políticos (legislativo e executivo) para que os líderes adotem uma visão inovadora do ensino e do seu papel e promovam medidas coerentes com essa nova visão (os Estados de West Virginia e Carolina do Norte já adotaram a proposta da Partnership como diretrizes de governo)</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- reconhecendo que os professores ensinam disciplinas como geografia, matemática e ciências e não visão sistêmica ou solução de problemas, ela ajuda o professor a integrar o desenvolvimento dessas habilidades no curriculum de suas disciplinas.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font>O que se vê, aí, é uma firme atitude da sociedade em busca dos caminhos que vão torná-la melhor e o abandono de ações cosméticas e paliativas em favor de atividades bem estruturadas, lastreadas em conceitos sólidos e unindo propostas de ação com a criação de instrumentos que as apóiem. O que falta para a gente, também, fazer isso?</p>
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		<title>Integração dos Conhecimentos e Teoria dos Sistemas: o Par Ideal</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jun 2006 18:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#201; poss&#237;vel tirar do papel o discurso da integra&#231;&#227;o dos conhecimentos? Mais que poss&#237;vel, &#233; necess&#225;rio mas isso d&#225; muito trabalho e exige grande empenho pessoal!&#160;
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font size="3"><font face="Times New Roman">&Eacute; poss&iacute;vel tirar do papel o discurso da integra&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos? Mais que poss&iacute;vel, &eacute; necess&aacute;rio mas isso d&aacute; muito trabalho e exige grande empenho pessoal!</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">O caminho come&ccedil;a com a ado&ccedil;&atilde;o do conceito de&nbsp; <b>sistema</b>:&nbsp; sistema &eacute; uma entidade caracterizada pelas intera&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas entre seus componentes. A palavra chave, a&iacute;, &eacute; <b>intera&ccedil;&atilde;o</b>; analisar apenas os componentes descaracteriza o sistema que &eacute; formado, tamb&eacute;m, por intera&ccedil;&otilde;es. O que fica de fora &eacute; chamado de <b>ambiente</b> do sistema. </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Essas intera&ccedil;&otilde;es incluem diferentes rela&ccedil;&otilde;es de <b>causa-efeito</b> (produzir, influenciar, reduzir etc.). </font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Nos sistemas cujo estado muda com o tempo, chamados de <b>sistemas din&acirc;micos</b>, &eacute; t&iacute;pica a presen&ccedil;a da situa&ccedil;&atilde;o na qual o efeito causado por A sobre B num certo momento vai fazer com que B cause um efeito sobre A num momento posterior, o que se denomina <b>causa&ccedil;&atilde;o circular</b> (<i>causal loop</i>). </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Uma das caracter&iacute;stica dos sistemas din&acirc;micos &eacute; que <b>uma causa pode ter muitos efeitos e um efeito pode ter muitas causas. </b>Isso ganha especial import&acirc;ncia nos chamados <b>sistemas complexos, </b>aqueles sistemas que t&ecirc;m um conjunto de intera&ccedil;&otilde;es conhecido mas de tal forma complexo que n&atilde;o permite a previs&atilde;o de comportamento. A&iacute;, cada componente age sem levar em conta o objetivo global o que acaba por gerar a <b>emerg&ecirc;ncia</b> de fen&ocirc;menos que n&atilde;o podem ser previstos a partir da an&aacute;lise de componentes e intera&ccedil;&otilde;es.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Um <b>sistema complexo adaptativo</b> (muitas vezes representado pela sigla CAS, correspondente a <i>complex adaptive system</i>) &eacute; o sistema complexo que consegue se adaptar a mudan&ccedil;as do ambiente externo. </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">A partir da id&eacute;ia de sistemas, caminha-se para os conceitos de <b>complexidade</b> e <b>caos</b> que oferecem um novo paradigma, aquele da <b>indetermina&ccedil;&atilde;o</b> (no qual o comportamento &eacute; indeterminado), para substituir o medieval paradigma <b>mecanicista</b> (no qual o comportamento &eacute; considerado previs&iacute;vel como aquele de uma m&aacute;quina). No <b>caos</b>, o comportamento &eacute; conhecido mas pequenas varia&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es de entrada causam grandes varia&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&iacute;da o que, na pr&aacute;tica, torna imprevis&iacute;vel&nbsp; o comportamento global do sistema.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Da vis&atilde;o de mundo segundo o <b>paradigma da indetermina&ccedil;&atilde;o</b>, decorrem novos modelos para o estudo da mudan&ccedil;a, da estrat&eacute;gia, da solu&ccedil;&atilde;o de problemas, da tomada de decis&otilde;es, do ensino e de muita coisa mais.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Para o ensino, a <b>teoria dos sistemas</b> oferece uma linguagem integradora, gr&aacute;fica, centrada em diagramas causais, a <b>din&acirc;mica de sistemas</b> (com modelos conceituais e simula&ccedil;&otilde;es quantitativas), e novos procedimentos de an&aacute;lise, o <b>pensamento sist&ecirc;mico</b>, ambos permitindo a concre&ccedil;&atilde;o de conceitos na forma de aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e contribuindo para a ado&ccedil;&atilde;o de novos h&aacute;bitos de pensar.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Se os conceitos s&atilde;o claros, a literatura &eacute; abundante e se ferramentas e exerc&iacute;cios podem ser baixadas gratuitamente na internet, o que falta para&nbsp; incorporar tudo isso &agrave;s pr&aacute;ticas de ensino correntemente adotadas por aqui? </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Na universidade, analisar problemas como <b>sistemas din&acirc;micos</b> leva a um enfoque multidisciplinar que se choca com a sedimentada estrutura departamental; o treinamento empresarial tende a ser surpreendentemente conservador; no ensino fundamental e m&eacute;dio, uma perversa combina&ccedil;&atilde;o de baixos sal&aacute;rios, sobrecarga de trabalho e dificuldades de comando age contra a tomada de novas posturas por parte dos professores.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">H&aacute;, contudo, alguns ind&iacute;cios de que isso possa mudar:</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- faculdades novas e cursos a dist&acirc;ncia precisam mostrar-se diferenciados (n&atilde;o serem mais um) e adequados &agrave; realidade vigente (falar do mundo real e n&atilde;o daquilo que j&aacute; passou)<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- o ambiente de mudan&ccedil;as r&aacute;pidas faz crescer a busca por treinamentos relacionados com problemas da empresa real e n&atilde;o da empresa ficcional ainda apresentada por tantos livros<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">- exemplos externos extremamente interessantes, como aquele do K-12 dos Estados Unidos, mostram a viabilidade e a import&acirc;ncia de familiarizar crian&ccedil;as com <b>conceitos e pr&aacute;ticas sist&ecirc;micas</b> o que, al&eacute;m de seu valor intr&iacute;nseco, prepara e d&aacute; suporte &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de tecnologia educacional.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Um cen&aacute;rio poss&iacute;vel &eacute; aquele de se pensar que escolas novas e cursos a dist&acirc;ncia, mais flex&iacute;veis e com maior voca&ccedil;&atilde;o para&nbsp; inovar o ensino, descobrir&atilde;o o poder dos <b>conceitos e pr&aacute;ticas sist&ecirc;micas</b> tanto no que se refere &agrave; diferencia&ccedil;&atilde;o quanto ao que se refere aos resultados de aprendizagem; o treinamento empresarial seguir&aacute; caminho paralelo, for&ccedil;ado pela demanda de um mercado que quer respostas r&aacute;pidas e atualizadas para seus problemas; no ensino fundamental e m&eacute;dio, as escolas perceber&atilde;o que a inevit&aacute;vel ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias educacionais n&atilde;o &eacute; algo a ser acrescentado ao que se faz mas, sim, algo a ser acompanhado por uma profunda reflex&atilde;o sobre aquilo que se quer ver o aluno aprender, o que passa pelo <b>aprender-a-aprender</b> propiciado pelos <b>conceitos e pr&aacute;ticas sist&ecirc;micas</b> </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Os principais fatores para que isso tenha sucesso s&atilde;o a<b> firme decis&atilde;o institucional de mudar</b> e o <b>total apoio aos professores</b> para que a mudan&ccedil;a ocorra &#8211; duas coisas dif&iacute;ceis, que d&atilde;o muito trabalho e exigem enorme persist&ecirc;ncia. Mas a triste alternativa &eacute; ver tudo ficar como est&aacute;.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">Rezar para que tudo isso aocnte&ccedil;a logo pode ser um caminho mas, certamente, ser&aacute; mais eficiente aprofundar-se no tema, divulgar o muito que ele tem a oferecer e partir apr sua aplica&ccedil;&atilde;o. Seria uma pena perder, mais uma vez, o foguete da melhoria do ensino.</font></font></p>
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	</item>
		<item>
		<title>A Falácia da Resistência à Mudança</title>
		<link>http://marcostelles.wordpress.com/2006/05/09/a-falacia-da-resistencia-a-mudanca/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 May 2006 12:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Voc&#234; n&#227;o resistir&#225; a uma mudan&#231;a que lhe traga maior sal&#225;rio com menos trabalho mas resistir&#225; a uma mudan&#231;a que o tire de sua zona de conforto com perda de dinheiro, poder ou seguran&#231;a. Fica, assim, claro que as pessoas n&#227;o resistem &#224; mudan&#231;a mas, sim, &#224;s perdas que a mudan&#231;a possa lhes causar, sejam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=5&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="left"><font size="3"><font face="Times New Roman">Voc&ecirc; n&atilde;o resistir&aacute; a uma mudan&ccedil;a que lhe traga maior sal&aacute;rio com menos trabalho mas resistir&aacute; a uma mudan&ccedil;a que o tire de sua zona de conforto com perda de dinheiro, poder ou seguran&ccedil;a. Fica, assim, claro que as pessoas n&atilde;o resistem &agrave; mudan&ccedil;a mas, sim, &agrave;s perdas que a mudan&ccedil;a possa lhes causar, sejam elas reais ou imagin&aacute;rias.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p align="left"><font size="3"><font face="Times New Roman">Freq&uuml;entemente, quando da an&aacute;lise da implanta&ccedil;&atilde;o de um projeto, ouve-se algu&eacute;m dizer: &ldquo;como j&aacute; prev&iacute;amos, ocorreu resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a&#8230;&rdquo;. Se isso era previsto, por que n&atilde;o foram tomadas as provid&ecirc;ncias para evit&aacute;-lo? &Eacute; o mesmo tipo de discurso de algu&eacute;m que, atrasado em S&atilde;o Paulo, diz: &ldquo;desculpem, mas o tr&acirc;nsito estava p&eacute;ssimo!&rdquo;. Em S&atilde;o Paulo o tr&acirc;nsito est&aacute; permanentemente p&eacute;ssimo e isso tem que ser levado sempre em conta. </font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p align="left"><font size="3"><font face="Times New Roman">N&atilde;o h&aacute;, pois, nada de inesperado quando as pessoas reagem &agrave; perspectiva de perda. Se uma mudan&ccedil;a vai gerar perdas reais para um grupo de pessoas, esse grupo tem que ser analisado com muito cuidado. A primeira pergunta a ser feita &eacute; se h&aacute; alguma possibilidade de negocia&ccedil;&atilde;o para compensar as perdas. Em caso negativo, h&aacute; que analisar se o grupo que perde tem poder ou influ&ecirc;ncia suficiente para bloquear ou prejudicar o projeto.&nbsp; Todo o dia vemos isso acontecer no Legislativo, com projetos sendo adiados ou modificados para se tornarem vi&aacute;veis.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">Em outros casos, o que existe &eacute; falta de informa&ccedil;&atilde;o. A exist&ecirc;ncia do projeto come&ccedil;a a ser divulgada pela r&aacute;dio pe&atilde;o e a coisa, rapidamente, foge de controle com os mais conservadores achando que v&atilde;o perder, os mais centrados querendo saber mais a respeito e os otimistas, geralmente poucos em nossos dias, achando que v&atilde;o sair ganhando. Na medida em que a informa&ccedil;&atilde;o demora, meras hip&oacute;teses passa a ser verdades pessoais, o lado mau da for&ccedil;a acaba por se impor e o circo est&aacute; armado. N&atilde;o raro, um circo de horrores&#8230;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p align="left"><font size="3"><font face="Times New Roman">Beckhard &amp; Pritchard resumem isso muito bem em sua &ldquo;f&oacute;rmula da mudan&ccedil;a&rdquo;que diz que uma mudan&ccedil;a s&oacute; ser&aacute; bem sucedida quando </font></font></p>
<p><font size="3"></font><font size="3"><font face="Times New Roman"></p>
<p align="center"><font size="3"><font face="Times New Roman">P+D+C&gt;R&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">onde:<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"><br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">P = insatisfa&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o presente (porqu&ecirc;)<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">D = perspectiva de como as coisas ficar&atilde;o depois da mudan&ccedil;a (o que)<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">C = conhecimento dos elementos e passos que formam o plano/processo de&nbsp; mudan&ccedil;a (como)<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">R (resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a) = percep&ccedil;&atilde;o do custo da mudan&ccedil;a para indiv&iacute;duos e grupos</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman">A experi&ecirc;ncia a respeito mostra que:</font></font></font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">-s&oacute; uma insatisfa&ccedil;&atilde;o grande gera apoio a esfor&ccedil;os expressivos de mudan&ccedil;a<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-a mudan&ccedil;a ser&aacute; menos dif&iacute;cil se o n&uacute;mero de insatisfeitos for grande</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
-a falta de clareza quanto ao modelo p&oacute;s-mudan&ccedil;a &eacute; fonte de resist&ecirc;ncias<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-a percep&ccedil;&atilde;o de que o futuro ser&aacute; melhor do que o presente gera entusiasmo e reduz o medo<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-subestimar os recursos de tempo, comunica&ccedil;&atilde;o etc. necess&aacute;rios &agrave; mudan&ccedil;a pode levar ao caos.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman">Kurt Lewin acredita que a mudan&ccedil;a&nbsp; acontece em 3 etapas:</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
-descongelamento = reconhecimento da necessidade de mudar<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-mudan&ccedil;a = ado&ccedil;&atilde;o de novas maneiras de ver e/ou fazer as coisas&nbsp;</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
-recongelamento = estabiliza&ccedil;&atilde;o do novo comportamento.</font></font></font></font></p>
<p></font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman">Nesse processo:</font></font></font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman">-as pessoas n&atilde;o mudam s&oacute; porque acham satisfat&oacute;rias as explica&ccedil;&otilde;es sobre a necessidade de mudar<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-as pessoas n&atilde;o mudam s&oacute; porque descobrem as conseq&uuml;&ecirc;ncias negativas de n&atilde;o mudar<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-as pessoas n&atilde;o mudam s&oacute; porque a organiza&ccedil;&atilde;o resolveu mudar<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-as pessoas, com freq&uuml;&ecirc;ncia, buscam manter seus modelos mentais mesmo em presen&ccedil;a de fortes evid&ecirc;ncias contr&aacute;rias a eles<br />
</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">-as pessoas n&atilde;o mudam s&oacute;s; elas precisam perceber que os companheiros est&atilde;o mudando e que sua mudan&ccedil;a ser&aacute; bem aceita pela nova cultura.</font></font><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></font><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman">Para Lewin, n&atilde;o&nbsp; basta mudar a maneira pela qual as pessoas fazem as coisas; &eacute; preciso mudar os valores que as levavam a ter o comportamento anterior. Assim, a mudan&ccedil;a deve ser vista como um processo de reeduca&ccedil;&atilde;o no qual se busca criar novos valores, cren&ccedil;as e cultura para a organiza&ccedil;&atilde;o.</font></font><font size="3"><font face="Times New Roman">&nbsp;</font></font></font><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman"> </font></font></font></font></font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3" face="Times New Roman">O texto &eacute; curto; talvez valha a pena ler de novo!</font></font></font></font></font></font></p>
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		<title>Conectivismo e aprendizagem: do aprimoramento ao rompimento</title>
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		<pubDate>Mon, 01 May 2006 18:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcostelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Georges Siemens, o evangelista do conectivismo, destaca a mudan&#231;a da rela&#231;&#227;o da pessoa com o conhecimento. Em grande n&#250;mero de casos, n&#227;o &#233; mais poss&#237;vel ter, antecipadamente, todo o conhecimento de que se necessita para resolver um problema pontual; &#233; preciso saber onde o conhecimento adicional est&#225; e ir busc&#225;-lo. Nesse quadro, o que importa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marcostelles.wordpress.com&blog=185525&post=4&subd=marcostelles&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="left">Georges Siemens, o evangelista do conectivismo, destaca a mudan&ccedil;a da rela&ccedil;&atilde;o da pessoa com o conhecimento. Em grande n&uacute;mero de casos, n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel ter, antecipadamente, todo o conhecimento de que se necessita para resolver um problema pontual; &eacute; preciso saber onde o conhecimento adicional est&aacute; e ir busc&aacute;-lo. Nesse quadro, o que importa para a pessoa &eacute; sua rede de conex&otilde;es com os n&oacute;s de conhecimento.</p>
<p align="left">Imposs&iacute;vel deixar de usar como exemplo a medicina moderna. Quando havia menos doen&ccedil;as conhecidas e menos medicamentos dispon&iacute;veis, o cl&iacute;nico geral ia direto ao ponto: voc&ecirc; tem isso e o tratamento &eacute; esse; o cl&iacute;nico moderno identifica a &aacute;rea de problema, prescreve um tratamento inicial, recorre a uma rede de conex&otilde;es (laborat&oacute;rios cl&iacute;nicos, centros de imagem m&eacute;dica etc.) e, atrav&eacute;s do conhecimento de outros, obt&eacute;m as informa&ccedil;&otilde;es de que necessita para &ldquo;pontualizar&rdquo;o mal.</p>
<p align="left">Siemens provoca ao afirmar que a habilidade de aprender o que vamos precisar amanh&atilde; &eacute; mais importante do que aquilo que sabemos hoje ou quando diz que o cano &eacute; mais importante do que aquilo que corre dentro dele. Mas, ao dizer que aprender &eacute; o processo de conectar n&oacute;s e fontes de informa&ccedil;&atilde;o, ele nos obriga a analisar profundamente nossas cren&ccedil;as b&aacute;sicas sobre educa&ccedil;&atilde;o; ser&aacute; que existe uma ampla percep&ccedil;&atilde;o de que novas meta-compet&ecirc;ncias t&ecirc;m que ser desenvolvidas em todos os n&iacute;veis da aprendizagem? Algumas delas s&atilde;o:</p>
<p align="left">&nbsp;- a compet&ecirc;ncia de analisar e avaliar a credibilidade das informa&ccedil;&otilde;es obtidas na rede, seja esta baseada em computadores, comunidades de pr&aacute;tica ou em cadernos de endere&ccedil;os &#8211; a compet&ecirc;ncia de criar ambientes que facilitem a aprendizagem informal que &eacute; mais corrente que a aprendizagem formal &#8211; a compet&ecirc;ncia de formar redes pessoais para fazer com que a experi&ecirc;ncia individual total seja a soma de experi&ecirc;ncia individual propriamente dita com a experi&ecirc;ncia daqueles com os quais o indiv&iacute;duo est&aacute; conectado &#8211; a compet&ecirc;ncia de aproveitar com o fato de que a aprendizagem &eacute; um processo cont&iacute;nuo que se estende por toda a vida &#8211; a compet&ecirc;ncia de estabelecer conex&otilde;es entre id&eacute;ias, conceitos e campos do conhecimento de forma tal que a informa&ccedil;&atilde;o obtida num n&oacute; da rede possa ser aplicada em outro contexto (transfer&ecirc;ncia de conhecimento) &#8211; a compet&ecirc;ncia de escolher o que aprender.</p>
<p align="left">A busca do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias como as que v&ecirc;m de ser mencionadas reconhece o fato de que o processo de aprendizagem &eacute; nebuloso, confuso, informal e ca&oacute;tico e imp&otilde;e uma revis&atilde;o da forma pela qual eventos e programas de aprendizagem s&atilde;o desenhados. Para tanto, n&atilde;o basta ter tecnologia dispon&iacute;vel; &eacute; preciso ousar no seu uso. Afinal, como comentado no blog de Siemens (<a href="http://www.connectivism.ca/">http://www.connectivism.ca</a>), o computador est&aacute; a&iacute; h&aacute; d&eacute;cadas mas isso n&atilde;o faz com que nosso filhos recebam nas escolas um ensino fundamentalmente diferente daquele que n&oacute;s l&aacute; recebemos&#8230;</p>
<p align="left">A discuss&atilde;o do conectivismo refor&ccedil;a o conte&uacute;do das duas postagens anteriores: o momento presente n&atilde;o &eacute; mais de aprimoramento (usar a tecnologia para fazer melhor o que j&aacute; se vinha fazendo) mas, sim, de rompimento (criar novos paradigmas viabilizados por novas tecnologias). Quem se habilita?</p>
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